Ela era uma pétala, linda, delicada, cheirosa...
Que como uma roseira, cheia de espinhos
Perfurou meu coração, minha alma e minha mente,
Fixando meus olhos em apenas um ponto,
Como se eu fosse um franco-atirador,
Totalmente encantado pela morte.
Eu me sentia como se tivesse ocorrido uma verdadeira chacina
E estivesse restado somente eu e meus olhos.
Oh! O que é isso?
Um paraíso?
Ou é Lúcifer me chamando para o caos?
Não sei no que acreditar,
Não consigo nem pensar!
A distância de mim para os meus olhos, radical,
A diferença entre nós, sobrenatural.
Oh! Como isso foi acontecer?!
Oh! Céus!...Por quê?!...
Sei que somos prometidos a morrer,
Mas, não condenados a sofrer.
O silêncio é meu companheiro,
É um vazio, que ao longo dos anos sempre me acompanha.
É como se Lúcifer,
Estivesse me convidando ao pecado,Na mais bela forma de uma flor
E que eu, sem o direito, o respeito, a chance e a capacidade de pensar,
Estaria prestes a aceitar, como se da fruta do paraíso eu fosse desfrutar.
O prazer, o desejo e o tesão, me deixam incapacitados,
Incapaz de agir, pensar,
andar ou até mesmo respirar.Que ao disparar das batidas com o barulho tremulo do meu corpo,
A fixação de meus olhos é ainda maior,
Até que se depara com o pior.
Lá se vão meus olhos,
Quando irão voltar?
Quando esse sofrimento irá começar novamente?
Na quero acordar dessa tenebrosa alucinação,
Se é que sou capaz de recuperar a razão.
Onde estou?!
Quem sou eu?!...
...Nada sem meus olhos!
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