segunda-feira, 13 de novembro de 2017

Efeito Borboleta

Capítulo 1 – O Vôo


9 meses aprisionada em um casulo natural, ansiosamente aguardada, amada
Um amor que precisava voar, que precisa voar...
9 meses nadando em águas aonde navegam um grandioso complexo ...
B1, B2, B3...
“B”, um complexo incrivelmente maravilhoso, apaixonante, contagiante
Por 9 meses alimentando um fruto igualmente belo em um casulo apaixonante, apaixonado...

40 semanas e um grito dolorosamente apaixonado, apaixonante...

“Voe alto, voe”... Pequena borboleta
Ouça a música, a canção que vem do coração

Bata sua asas, mostre suas cores, camufle o natural, realize o surreal
Uma nova vida, uma nova esperança... Velhas lembranças!

Voe querida borboleta, trace seu caminho
O ar que lhe queima também me sufoca
Bata asas, flua a teoria
No caos, eu preciso sentir essa “doce” melodia...
Siga (seja) o destino...


Capítulo 2 – A Luz


Nasceu para ser uma luz, para mostrar um novo caminho, iluminar sua(s) vida(s)
Nasceu para ser uma estrela, para iluminar o caminho, para dar (ser) a vida...

Lembranças obscuras ofuscadas pelo brilho da liberdade de uma vida
Em suas asas, vejo novas cores
Em cada mover, vejo surgir um novo arco-íris
Cante, chore, grite... Trace a melodia


Capítulo 3 – Norte/Sul


No norte, seu mover brilha um (re) começo de vida(s).
Pura energia, pura alegria...
No sul, um turbilhão, uma tormenta, pura melancolia!

Em cada vôo uma nova distância...
Norte e sul cada vez mais distantes

No norte o sol brilha alegre,
No sul a lua abraça uma “obscura” escuridão...

No norte, esperanças renovadas
No sul, mergulhadas em profunda depressão

No norte o calor de vidas renovadas, multiplicadas...
No sul, o frio de uma vida mergulhada numa infinita solidão

Enquanto se diverte no verão do norte
Uma avalanche de uma densa neve cai sobre a cabeça do sul

No sul, o sol já não brilha
No futuro o que se vê são névoas, não há horizonte, não mais!

Até que você, pequena borboleta, atravesse seu mundo (talvez)
Traga o sol novamente, e deixe-o lembrar de um (antes) obscuro luar...
Que o deixa lembrar-se de uma “lua” apaixonada (vida)...

Até que você, pequena borboleta, aprenda o caminho do sul,
Somente assim toda névoa talvez possa ser iluminada
E o sul deixe de ser somente o obscuro, o só e gélido passado

“Voe alto, voe”... Pequena borboleta
Aprenda o caminho do sul, traga a melodia
Devolva a vida para quem um dia a teve! ...