quinta-feira, 7 de agosto de 2014

Sentido / Sense


Sentido



Numa estrada escura
Senti a vida ser acelerada, do nada
Um filme se passou em segundos.

Um guerreiro lutando por um final feliz,
Por um lugar ao sol, sem se queimar.

A cada dia uma luta
Vitórias, derrotas, conquistas...
Uma batalha constante
A cada partir, uma nova aventura.

Certa vez, ao final de uma longa aventura
Os olhos cansados já não podiam manter a guarda

Ao seu lado, algo "rasgando" feito lâminas afiadas
Sustos? Um pesadelo real!

O filme continua ...

No fim pode entender
O quão frágil é sua armadura, afinal.

O mundo girou bem diante dos meus olhos
A 100 por hora ...

Ainda que não tenhamos certeza
Se algo vale ou não a pena
Pude entender o verdadeiro sentido da vida...
-Viver-
!!!



Sense


In a dark road
I felt the life be accelerated, from nothing
A movie happened in seconds.

A warrior fighting for a happy ending,
For a place in the sun, without getting burned.

In each day a struggle
Victories, defeats, conquests
A constant battle
In each starting, a new adventure.

Once, in the end of a long adventure
The tired eyes could no longer stand the guard

Beside him, something  "tearing" like sharp blades
Scares? A real nightmare!

The movie continues...

At the end can understand
The how fragile is his armor, after all.

The world spun right before my eyes
At 100 per hour...

Although we are not sure
If something  is worth or not worth
I could understand the true life's sense...
-Live-
!!!

quarta-feira, 30 de abril de 2014

O Ciclo / The Cycle



O Ciclo



Cada noite, insônia
Pesadelos, sem sonhos
Entorpecem-me pela noite
Não há para onde correr
Não há esconderijos

Esta é minha vida!
Eu tento correr, mas vejo dor (dentro)
Eu olho em volta, as palavras giram, uma confusão
Disparam-me os nervos

Eu nunca vi (senti) tanta dor
Estou fraco, não posso me sustentar

Não fique (pense) assim
Pegue as pílulas sinta o cair...

Estou consumido pelo medo
Dominado por algo que nunca pude ver

Durma querido, durma...
Consuma seu pesadelo
O ciclo continua...
Durma querido, durma...
Até o chegar de uma nova era.




The Cycle


Each night, insomnia
Nightmares, no dreams
Numb me through the night
There is nowhere to run
There are no hideaways

This is my life!
I try to run, but I see pain (inside)
I look around, the words revolve, a confusion
Discharge my nerves

I never seen (feel) so much pain
I'm frail, I can't sustain myself

Don't stay (think) like that
Take the pills feel the fall...

I'm consumed by fear
Dominated by something that I’d never can see

Sleep darling, sleep
Consume your nightmare
The cycle continues
Sleep darling, sleep...
Until the arrival of a new era.





domingo, 23 de março de 2014

A Inspiração de um Poeta / The Inspiration of a Poet


A Inspiração de um Poeta


Só, dentro de uma voz
Em um pensamento, sem lugar, sem ninguém
Sinais nascem, movimentos surgem
Em um papel, vejo tudo fluir, vejo o que sentir, o que sinto
As palavras discutem com meus pensamentos
Os sonhos discutem com a razão
Os olhos leem a emoção

O pensador preso em pensamentos
A luz branca é a saída, no momento a única.
No branco, traço as linhas da vida, de uma vida
Vejo uma história se transformando em outra
Uma história em uma estória.

Minha inspiração é minha voz
Meu grito, meu socorro
Nele ganho asas, a ele dou asas
Um sonho já não é só um sonho
Uma fictícia realidade ilusória

Na luz, para uns o que se vê é poesia
Para outros, palavras perdidas no espaço, pura melancolia
Para mim, pensamentos fragmentados, compactados.

Um poeta criativamente refém de uma criativade
Um letrista emotivamente refém de emoções
Um artista que não faz arte, a vive
A vida, a real inspiração

“A inspiração de um poeta, a arte de desabafar com uma caneta em um pedaço de papel...”




The Inspiration of a Poet


Alone, inside a voice
In a thought, with no place, with nobody
Signs born, movements arises
In a paper, I see everything flows, I see what to feel, what I feel
The words discuss with my thoughts
The dreams discuss with the reason
The eyes reads the emotion

A thinker arrested in thoughts
The white light is the exit, in the moment the only one.
In the white, I trace the life’s line, of one life
I see a history translating in other
A history into a story.

My inspiration is my voice
My scream, my help
I get wings from it, I give it wings
A dream isn’t Just a dream
A fictitious illusory reality

In the light, for one what it see it’s poetry
For others, words lost in space, pure melancholy
For me, fragmented thoughts compacted.

A poet creatively hostage of a creativity
A lyricist emotionally hostage of emotions
An artist that not make art, just live it
The life, the real inspiration.

“The inspiration of a poet, the art of unloads feelings with a pen in a paper piece...”

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Ópera da Noite / Opera of the Night



Ópera da Noite 



Gritos, sussurros, sorrisos
Gente plangente, gente carente
Gente histérica, histericamente sorridente

Gritos, alegria? Tristeza? Agonia? Liberdade!

Assassinatos, homicídios
Gente morrendo, gente nascendo
Gente se libertando!

A noite é o horário mais apropriado para uma ópera
Vamos ouvi-lá?




Opera of the Night



Screams, whispers, smiles
Plangent peoples, needy peoples
Peoples hysterical, hysterically smiling
Screams, happiness? Sadness? Agony? Freedom!

Murders, homicides
People dying, people being born
People be freeing!

The night is the most appropriate time for an opera
Let's hear it?


quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

Pequeno Príncipe

Numa terra de pobreza
Um único palácio
Felicidade na tristeza
Equilíbrio no desequilíbrio... Haiti.

Vejo o som da desolação
Ecoando dia e noite.
O chão treme,
Desequilibra o equilíbrio.
Suas fraquezas nunca foram tão evidentes
Lágrimas caem e almas sobem.
Selvageria surge em meio à civilização,
Buscam vida em meio à morte
“Anjos” passeiam em meio ao “público”
A “plateia” se admira, mas continuam as “apostas”.

Tanta inocência, tanto caos
No ar, fragrâncias de dor e morte
200 mil almas congestionam os céus,
50 mil corpos desesperam os fiéis.

Príncipe, porto de caos
Corpos se multiplicam ao redor,
Vivos e mortos
Mortos e vivos
Todos dividem o mesmo espaço
No caos, tristeza vai e vem

O palácio está arruinado,
O Príncipe morreu!
Restaram apenas tragédia, ódio, medo, desolação e caos
Vivendo com poeira, tristeza, dor e fome
Respirando o perfume de seus parentes mortos.

A felicidade na tristeza, acabou!
O equilíbrio no desequilíbrio, acabou!

Sim! Está tudo em seu lugar,
Mas certas coisas nunca devem estar em seu lugar.

O palácio está arruinado,
O Príncipe está morto,
Mas não está só, tem companhia
Seus filhos, irmãos, parentes
Todos no mesmo barco
Naufragados em um tremor

Príncipe, Porto de caos
200 mil almas espalham a desolação
Vivos e mortos,
Mortos e vivos
Todos no mesmo espaço
No caos, tristeza vai e vem.

Com as lagrimas, cai a esperança,
Com a angústia, morre a tolerância.
Príncipe, Porto de caos...
...Naufragado em 200 anos de fúria da natureza...



*Baseado na tragédia no Haiti, a maior pobreza das Américas, o pior terremoto entre 200 anos,
O maior da história da ONU. Até a data deste, foram encontrados 50 mil corpos em 3 dias!

** Ao todo estima-se no mínimo 100 mil e acredita-se em 200 mil mortos!!!