quinta-feira, 3 de outubro de 2019

A Canção do Choro / The Cry's Song


A Canção do Choro


Pouco a pouco chegamos a esse ponto
Algo para se lembrar, algo para se esquecer
Luz brilhante, sombras de um breve passado.

Procurando meu caminho, dia após dia
Seguindo ao futuro sem nunca sair do passado.

Chorando e vivendo por uma única razão, por um sentimento
As chamas ainda ardem no peito
Olhos afogados, não há o que ver.

Sorrisos surgem ao som da doce canção...

“Não chore, não espere por um milagre
Estou aqui com você, agora e sempre!
Não chore, não há milagre
Apenas nunca te deixei.
Não chore, nunca mais
Estarei sempre esperando por você.
Não chore, volte
Estarei bem aqui, sempre com você.”

...É tudo que eu gostaria de ouvir você dizer...


The Cry's Song


Little by little we get to this point
Something to remember, something to forget
Bright light, shadows of a brief past.

Looking for my way, day after day
Going into the future without ever leaving the past.

Crying and living for an only reason, for a feeling
The flames still burns in the chest
Drowned eyes, there's nothing to see.

Smiles arises with the sweet song...

"Don't cry, don't wait for a miracle
I'm here with you, now and always!
Don't you cry, there's no miracle
I just never left you
Don't cry, never more
I'll always be waiting for you.
Don't cry, come back
I'll be right here, always with you."

...It's all that I'd like to listen you say...



terça-feira, 2 de abril de 2019

Passeio à Ásia


Era uma noite fresca
Mas que prometia ser quente até mesmo para um latino
Calor asiático chegou belo e sorridente
Sequestrado, esse calor não mais radiou no Ocidente, não nessa noite.

Ilha deserta frequentada por marujos
Não poderia ser intocável ao Ocidente
Foram comemoradas três décadas no oceano da vida.
Em uma noite fria,
Nenhum pirata ou marujo ancorou em busca de tesouro
Sozinha, desta vez não pôde produzir seu calor
Desta vez, a Ásia não pôde radiar, não sozinha.
No frio, sabia que no Ocidente havia o calor do sangue latino
Latino que a mesma encantou outrora.

Curioso e sem nunca esquecer tal noite
O latino aguardava por um meio de cruzar o Pacífico
Ainda que fossem águas turbulentas,
Sabia que sua sobrevivência levaria à calmaria.

De carona em uma caravela branca ele foi...
Não podia esperar para chegar ao Oriente
Queria retribuir por dentro um calor que ele só sentiu superficialmente
E assim o fez, ao ancorar na solitária ilha oriental.
GO! Eram os dizeres que sugestivamente estampavam a caravela branca.

Talvez não haja tido calor suficiente para irradiar toda uma ilha
Mas com uma visão privilegiada de um paraíso asiático
Transpirou ofegante, mesmo repousando em uma ilha de calmaria.